Desde 2002 desenvolvendo tecnologias para conversão de biomassa e outros resíduos, a Bioware que hoje é da BIOGEOENERGY, está em uma nova fase de desenvolvimento.
Nossa tecnologia possibilita, por exemplo, que as companhias passem operar seus fornos com combustíveis renováveis, a partir de matérias-primas como o eucalipto ou lixo urbano. “Mas é preciso convencê-las, principalmente, que a troca resultará em ganhos econômicos comprovados”, explica Juan Perez, pesquisador responsável pela tecnologia.
Segundo ele, o uso da tecnologia desenvolvida ao longo do tempo permite uma redução de custos da ordem de 20%, em comparação com os gastos com combustíveis fósseis.
Atualmente, o objetivo do grupo é crescer em escala para ajudar os clientes a incorporar alternativas renováveis em suas rotinas. Principalmente em setores da economia que utilizam combustíveis e insumos químicos em suas plantas, caso da siderurgia.

“Nestes 18 anos, nós estamos agora na terceira fase, que é a da venda direta das máquinas para o consumidor final”, afirma Perez. Segundo o empreendedor, no começo, havia venda de serviços relacionados à conversão de biomassa principalmente para universidades e centros de pesquisa.
Desde a sua criação, a empresa conta com o apoio do Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE) da FAPESP. No primeiro projeto, a Bioware desenvolveu tecnologia para a obtenção de bio-óleo por meio de pirólise rápida de resíduos agrícolas para uso em combustível e materiais.
O segundo projeto, aprovado em 2004, desenvolveu um sistema de produção de briquetes torrificados e, no terceiro projeto, em 2009, aperfeiçoou a tecnologia de briquetadeira para biomassa.
Em 2012, a tecnologia passou a ser comercializada e, agora, chegou a terceira fase do desenvolvimento do grupo. “Por meio de mais um PIPE da FAPESP, vamos ganhar escala em nossas unidades”, afirma o engenheiro químico. Cada um dos avanços acabou gerando uma empresa, mas todas, atualmente, funcionam dentro do mesmo grupo.
A empresa também conta como apoio do PIPE-FAPESP para projeto de pesquisa em que testa a viabilidade técnica da transformação de plásticos vias pirólise e a padronização dos combustíveis.

 

Degradação da matéria orgânica

Nossa tecnologia também atende as empresas de lixo no gerenciamento de seus resíduos dentro do conceito de logística reversa. Além do resíduo sólido em si e da própria biomassa, as nossas máquinas também podem ser alimentadas por vários tipos de plástico ou farinha de osso, como matéria-prima para o processo químico.
Os equipamentos operam por meio da pirólise, processo de degradação térmica de matéria orgânica na ausência de oxigênio. As tecnologias desenvolvidas podem ser divididas, basicamente, em três grupos, se for considerado o tipo principal de produto que elas entregam.
A Biomassa Padronizada Líquida (BPL) atende o mercado consumidor de óleo BPF – óleo combustível derivado de petróleo, de baixo ponto de fluidez – ou BPF 1ª – diesel e gás natural – em aplicações em fornos industriais. Outro produto é o Carvão de Alta Performance (CAP), utilizado no mercado de Siderurgia. O terceiro produto, o Ácido Orgânico Biodegradável (BOA), opção para as indústrias que produzem inseticidas, repelentes e herbicidas em substituição ao glifosato.

 

Pirólise de resíduos

Segundo Perez, além do custo, existem outros itens importantes que as grandes empresas se preocupam. “A padronização da qualidade dos combustíveis, a garantia de fornecimento em grande escala e a própria adequação nos atuais sistemas de baixo custo, são algumas das exigências desse mercado, quando as empresas optam pelo uso de combustíveis e insumos renováveis”, afirma o pesquisador.
Em um dos projetos PIPEs mais recentes, a Bioware desenvolveu uma unidade piloto de pirólise de resíduos de eucalipto para a produção de bio-óleo combustível e de outros subprodutos para uso como combustíveis e insumos em geral na cadeia de produção de celulose da Suzano.
“Estamos falando de um mercado de combustíveis fósseis de termelétricas e caldeiras no Brasil de R$ 100 bilhões anuais”, diz Perez. Nas contas do pesquisador, o tamanho do mercado nacional onde os chamados combustíveis e insumos químicos mais verdes podem avançar tem 12.850 unidades de pirólise, entre os setores de energia elétrica, das empresas que utilizam caldeiras em geral e de siderurgia.
O padrão das plantas desenvolvidas pela empresa campineira é ter uma capacidade de conversão de 2.000 kg/h de biomassa, além da existência de um sistema de separação fracionada dos vapores da pirólise. Como produtos primários, a unidade entrega 20% de ácidos orgânicos, 35% de bio-óleo combustível, 20% de gases de pirólise e 15% de carvão em pó.
A Bioware nasceu em 2002 incubada na Incamp, a Incubadora de Empresas de Base Tecnológica da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), onde ficou até 2005, quando saiu da instituição de ensino, pesquisa e inovação.
“Além da Fapesp, também ganhamos outros financiamentos”, afirma Perez. Em 2017, por exemplo, a empresa foi uma das oito selecionadas em um programa de startups voltado para inovações tecnológicas na indústria da mineração e metalurgia financiado pela Votorantim Metais, atual NEXA. “Nossa tecnologia, desenvolvida nos coloca como a empresa mais experiente em termos de pirólise e gaseificação no Brasil”, diz Perez.

Atendendo as demandas emergenciais do Governo Federal do Brasil, a BIOGEOENERGY, através da R2 IMPORTS - empresa do grupo, está importando os seguintes materiais:

  • Máscaras descartáveis do tipo hospitalar e KN95

Para maiores informações entre em contato através do telefone: 16 -33031103 - contato@biogeoenergy.com.br

BIOGEOENERGY FABRICAÇÃO E LOCAÇÃO DE EQUIPAMENTOS
CNPJ: 33.578.004.0001-00
INSC ESTADUAL 181.423.282.112
INSC MUNICIPAL:1366838

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R2 IMPORTS
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